domingo, 19 de junho de 2011

Como se comportar diante de Pessoas com Deficiência ?

Como falar em acessibilidade em uma sociedade que não aprendeu a conviver com os deficientes? Falo isso, pois encontramos tanta falta de respeito e despreparo dos ditos “normais” com as pessoas especiais que nos  traz a reflexão de como romper esse paradigma. Uma das saídas é o  fortalecimento da educação inclusiva e uma maior divulgação de como conviver em igualdade e esclarecimentos de como comportar-se ao se deparar com pessoas que tenham algum tipo de deficiência.

um das maiores queixas que ouvia era a dor que sentiam do preconceito, da discriminação, de como a sociedade menospreza suas habilidades no acesso social e a falta de uma sociedade mais inclusiva e que entenda a pessoa com deficiência.
Essa semana  assistir o vídeo aolado, amplamente debochado na internet por muitos, onde a apresentadora não soube se comportar com um deficiente visual, me pergunto: Quantos sabem se comportar frente a uma pessoa com necessidades especiais?  Eu também já passei por algumas situações e foram os próprios deficientes que me ensinaram a como me comportar e sou muito grata por ter tido essa oportunidade de aprender e reaprender!

“Black or White''


A questão não é ser “Black or White” independete da sua raça e/ou cor da pele, o preconceito é uma semente que causa a destruição do ser enquanto gente! Viva a diferença!!!

Quando assistir vídeo acima  pela primeira vez em um programa americano chamado Olhos Azuis (Eyes Blue), fiquei horrorizada, mas olhando em volta os brinquedos , percebi que nunca tive  nenhuma bonequinha negra e através de uma raiz estigmatizadora reproduzimos a mesma mensagem aos nossos pequeninos, não permitimos que convivam com as diferenças em um mero exercício diário de brincar, imagine na vida social onde o negro ou o diferente é colocado como inferior e acabam crescendo abarrotados de um preconceito interno e extreno.

1º de outubro é o Dia Nacional do Idoso

A população idosa em nosso país representa 14,5 milhões de pessoas, 8,6% da população total do País (IBGE,2000).
Quando ingressei no CRAS que atualmente trabalho percebi que nunca tinha atendido um idoso na Casa da Família.
E comecei a questionar: Onde estão os idosos dessa comunidade? Porque não comparecem ao CRAS? Onde posso encontrá-los?
Analisando essa realidade, surgiu o projeto de pesquisa para desvendar esse mistério e fazer do CRAS um ambiente acolhedor da terceira idade. E descobrimos que eles sempre estiveram alí do nosso ladinho, só precisavam de um convite.
Em parceria com o Posto de Saúde, dos agentes de saúde encontramos eles deprimidos, isolados em suas casas, sem perspectiva de vida e esperando a morte chegar.
Diante disso, nasceu o Grupo de Idosos pautado na elevação da qualidade de vida em busca do resgate da auto-estima e dos preciosos talentos adormecidos pelo abandono, solidão e desesperança.
O Vídeo abaixo representa bem o que venho a dizer, elaborado pelos alunos da UNIARARAS,2009 para o Trabalho para Disciplina de Fisioterapia Geriátriaca e Gerontológica.


câncer de mama.

O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres, devido à sua alta freqüência e sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.
Este tipo de câncer representa nos países ocidentais uma das principais causas de morte em mulheres. As estatísticas indicam o aumento de sua freqüência tantos nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.
No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres. Consulte a publicação Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil para 2008.

Sintomas
Os sintomas do câncer de mama palpável são o nódulo ou tumor no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações ou um aspecto semelhante a casca de uma laranja. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

Fatores de Risco
História familiar é um importante fator de risco para o câncer de mama, especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) foram acometidas antes dos 50 anos de idade. Entretanto, o câncer de mama de caráter familiar corresponde a aproximadamente 10% do total de casos de cânceres de mama. A idade constitui um outro importante fator de risco, havendo um aumento rápido da incidência com o aumento da idade. A menarca precoce (idade da primeira menstruação), a menopausa tardia (após os 50 anos de idade), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e a nuliparidade (não ter tido filhos), constituem também fatores de risco para o câncer de mama.

Ainda é controvertida a associação do uso de contraceptivos orais com o aumento do risco para o câncer de mama, apontando para certos subgrupos de mulheres como as que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio, as que fizeram uso da medicação por longo período e as que usaram anticoncepcional em idade precoce, antes da primeira gravidez.
A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, é identificada como fator de risco para o câncer de mama, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos.

Detecção Precoce
As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico da mama e a mamografia.

O Exame Clínico das Mamas (ECM)
Quando realizado por um médico ou enfermeira treinados, pode detectar tumor de até 1 (um) centímetro, se superficial. O Exame Clínico das Mamas deve ser realizado conforme as recomendações técnicas do Consenso para Controle do Câncer de Mama.

A sensibilidade do ECM varia de 57% a 83% em mulheres com idade entre 50 e 59 anos, e em torno de 71% nas que estão entre 40 e 49 anos. A especificidade varia de 88% a 96% em mulheres com idade entre 50 e 59 e entre 71% a 84% nas que estão entre 40 e 49 anos.
A Mamografia
A mamografia é a radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (de milímetros).

É realizada em um aparelho de raio X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é discreto e suportável.
Estudos sobre a efetividade da mamografia sempre utilizam o exame clínico como exame adicional, o que torna difícil distinguir a sensibilidade do método como estratégia isolada de rastreamento.
A sensibilidade varia de 46% a 88% e depende de fatores tais como: tamanho e localização da lesão, densidade do tecido mamário (mulheres mais jovens apresentam mamas mais densas), qualidade dos recursos técnicos e habilidade de interpretação do radiologista. A especificidade varia entre 82%, e 99% e é igualmente dependente da qualidade do exame.
Os resultados de ensaios clínicos randomizados que comparam a mortalidade em mulheres convidadas para rastreamento mamográfico com mulheres não submetidas a nenhuma intervenção são favoráveis ao uso da mamografia como método de detecção precoce capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama. As conclusões de estudos de meta-análise demonstram que os benefícios do uso da mamografia se referem, principalmente, a cerca de 30% de diminuição da mortalidade em mulheres acima dos 50 anos, depois de sete a nove anos de implementação de ações organizadas de rastreamento.
O Auto-Exame das MamasO INCA não estimula o auto-exame das mamas como estratégia isolada de detecção precoce do câncer de mama. A recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo.
As evidências científicas sugerem que o auto-exame das mamas não é eficiente para o rastreamento e não contribui para a redução da mortalidade por câncer de mama. Além disso, o auto-exame das mamas traz consigo conseqüências negativas, como aumento do número de biópsias de lesões benignas, falsa sensação de segurança nos exames falsamente negativos e impacto psicológico negativo nos exames falsamente positivos.
Portanto, o exame das mamas realizado pela própria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde (médico ou enfermeiro) qualificado  para essa atividade.  
As Recomendações do Instituto Nacional de Câncer
Em Novembro de 2003, foi realizada a "Oficina de Trabalho para Elaboração de Recomendações ao Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama", organizada pelo Ministério da Saúde, através do Instituto Nacional de Câncer e da Área Técnica da Saúde da Mulher, com o apoios das Sociedades Científicas afins e participação de gestores estaduais, ONG's e OG's. 

A partir dessa Oficina foi desenvolvido um Documento de Consenso para Controle do Câncer de Mama, publicado em 2004,  que contém as principais recomendações técnicas referentes à detecção precoce, ao tratamento e aos cuidados paliativos em câncer de mama, no Brasil. Confira as novas recomendações em Publicações.

Consulte a publicação Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil para 2008.

Qual a sua canção?

Neste mundo desigual, excludente, injusto, vingativo, egoísta, consumista, preconceituoso, violento e tudo de ruim que você quiser e puder dimensionar… me pergunto: ainda conseguiremos ter paz? Será que um dia teremos uma sociedade mais amorosa, compreensiva, solidária, honesta, sensível ao outro, menos individualista, empatia… Será que teremos a natureza respeitada e cuidada???
Quando me deparei com o vídeo abaixo mergulhei no mais profundo do meu ser para tentar descobrir qual seria a minha canção! E me fez acreditar na esperança de que esta canção precisa ser resgatada em cada um de nós e em muitos casos ela precisa ser criada.
Vamos tentar resgatar nossa canção! Ou melhor, criá-la as nossas futuras gerações!

sábado, 30 de abril de 2011

MUDE..........

Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção os lugares por onde você
passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço
alguns dias.
Tire uma tarde inteira pra passear livremente na
praia, ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma do outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros
jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia,
o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo
jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida, compre pão em outra
padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas,
troque de carro, compre novos óculos, escrevas outras
poesias.
Jogue fora os velhos relógios,
quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros
teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um novo emprego,
uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais
prazeroso,
mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa,
se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas.
Mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o
dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!"

Pedro Bial

Além do que os olhos podem ver

Uma postagem especial. Esta crônica é de uma grande amiga minha, e eu achei genial...Boa leitura. 


Por Juliete Sales Martins



Na correria e falta de tempo do dia a dia, os compromissos não nos permitem olhar pela nossa janela e ver o que existe além dela.
Mas, em um desses dias de tédio, em que se tem um monte de trabalho a fazer e nenhuma disposição, debrucei-me na minha janela e vi o de sempre: a oficina de meu pai, carros desmontados, sujos e uma meia dúzia de homens. Eles trabalhavam duro no conserto dos veículos, as suas mãos rudes lixavam, martelavam e manuseavam aquelas máquinas, cujo o som perturbam a mente de qualquer um.
Por um instante, percebi que pela janela não existia só uma oficina, eu estava diante de um ateliê de arte, onde aqueles carros, que parecem mais um ferro velho, depois de um longo processo, tornam-se novos como de fábrica.
Embora a meia dúzia de artistas não seja vistos como tal, não seria equívoco nenhum comparar as mãos ásperas deles com as de um escultor de barro, que produz aquelas peças lindas e tão admiradas, ou as fortes pistoladas de tinta com o deslizar de um pincel em tela.
O trabalho que aqueles homens desempenhavam com tanta determinação, dando gargalhadas, falando besteiras, não é muito valorizado nem visto dessa forma, pelo menos foi a primeira vez que o vi com outros olhos, os da sensibilidade.